O Rei do Show

Um Show a parte.

Uma mensagem aos de fora, os esquisitos e todos aqueles que são discriminados, excluídos e renegados, esta se mostra como sendo a ideia inicial de O Rei do Show. Mesclando isso com a direção do iniciante Michael Gracey, o filme traz um belo espetáculo visual desde sua primeira cena.

Abordando a vida de P. T. Barnum (Hugh Jackman), um sonhador que após ser demitido de seu emprego decide criar algo novo e diferente que o faça famoso, rico e digno da mulher com quem se casou Charity Barnum (Michelle Williams). Após seu primeiro investimento ter sido um fracasso, ele ousa algo nunca visto antes, ao criar uma nova atração utilizando os rejeitados de sua cidade.

No decorrer de sua trama o circo se mostra como uma escapatória a todos aqueles que antes eram humilhados, zombados e rejeitados por todos ao seu redor, desde parentes, amigos e até mesmo desconhecidos. P. T. Barnum apresenta-se como o oposto destes, apresentando ao invés de hostilidade, um lugar onde todos eles poderiam ser aquilo que de fato são, sem descriminação ou julgamentos. Uma bela mensagem se constrói ao decorrer desta ideia, sendo extremamente bem utilizada ao decorrer de sua trama, a representação final desta mensagem reside na musica “This is Me”, que se sobressai no filme ao ser aplicado em um momento chave da história.

O filme esbanja uma bela parte técnica, construindo uma atmosfera de época que acerta ao representar em tela os contrastes do colorido do circo e o mundo frio e escuro que está além, mesclado com protestos e preconceitos por parte daqueles que se sentem ofendidos com a mera existência de pessoas que sejam diferentes.

O primeiro longa-metragem de Michael Gracey traz um excelente trabalho inicial do diretor que sabe como utilizar a equipe que dispõe, desde seus compositores, até a precisa montagem que durante o filme constroem diversas cenas marcantes. Entretanto, um belo visual não consegue esconder o fraco roteiro que o filme possui. Os roteiristas Bill Condon e Jenny Bicks trazem ao público um texto fraco e clichê, que embora emocione e seja fácil de relacionar-se, com exceção da premissa do filme, não traz nada propriamente novo.

Em meio a um roteiro simples podemos ver um Hugh Jackman mais leve e extremamente confortável no papel, experientes em musicais, desafiou ordens médicas para que cantasse e dançasse em algumas musicais. Com certeza um dos destaques deste belo filme.

Com mensagens de aceitação, um tom leve, divertido e emocionante, O Rei do Show comprovas-se como um bom entretenimento, mesmo que traga um roteiro extremamente simples, isso não atrapalha o show.

O Rei do Show

Título Original: The Greatest Showman
Ano: 2017
Direção: Michel Gracey
Duração: 105 min.
Nacionalidade: EUA
Gênero: Comédia, Musical, Drama
Elenco: Hugh Jackman, Michelle Williams, Zac Efron

Gabriel Lucas

Gabriel Lucas

Excêntrico estudante do Ensino Médio, um fã devoto de Game Of Thrones e Breaking Bad, que prefere abertamente a DC, um completo fanático por Watchmen e O Senhor dos Anéis, e admirador dos trabalhos de Woody Allen, Alejandro González Iñárritu e Stanley Kubrick.
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Excêntrico estudante do Ensino Médio, um fã devoto de Game Of Thrones e Breaking Bad, que prefere abertamente a DC, um completo fanático por Watchmen e O Senhor dos Anéis, e admirador dos trabalhos de Woody Allen, Alejandro González Iñárritu e Stanley Kubrick.