Planeta dos Macacos – A Guerra

O fim da guerra, o fim da trilogia, o fim dos humanos.

War for the Planet of the Apes (Planeta dos Macacos: A Guerra, na versão brasileira) foi o capítulo final da trilogia iniciada em 2011, contabilizando com suas duas outras partes o Rise of the Planet of the Apes (Planeta dos Macacos: A Origem) e Dawn of the Planet of The Apes (Planeta dos Macacos: O Confronto), o fim do arco de César, um final digno do personagem que fora construído ao decorrer destes três filmes.

Devido às ações do símio Koba (Toby Kebbell), César (Andy Serkis) é forçado a entrar em guerra contra os humanos, colocando em xeque tudo aquilo que ele defende quando encontra um adversário tão cruel e impiedoso como o Coronel (Woody Harrelson), capaz de tudo para que consiga a sobrevivência de sua espécie.

Já no inicio do filme somos jogados no meio desse confronto, mostrando uma sequencia de abertura eletrizante, seja em direção ou efeitos especiais, muito bem montada e coerente, infelizmente, o filme não mantém o mesmo ritmo em seu desenvolvimento, embora isso não seja culpa da direção do Matt Reeves que entrega ao público um filme coeso, calmo e simples. Sendo seu primeiro ato aquele que fisga o público e desperta o interesse na história, e embora o restante do filme não tenha o mesmo impacto, não é suficiente para que ele se torne desinteressante, sendo o oposto disso, a cada mistério introduzido na trama, a cada evento mencionado no filme, a ânsia do público por informação e pelo fechamento da trama torna-se cada vez maior.

Ao decorrer de sua história War for the Planet of the Apes faz diversos paralelos com a história mundial, tendo em seu roteiro uma forte base em diversos eventos históricos, sendo sua principal influencia o Holocausto, e toda a Alemanha Nazista, e as conquistas napoleônicas.

Foi construída ao longo de dois filmes uma figura de líder ao redor do personagem César, líder este que os macacos não apenas respeitam, mas idolatram, como uma figura quase messiânica. O antagonista principal não fica atrás, com um fanatismo quase religioso a aquilo que acredita, o personagem Coronel não conquistou apenas respeito ou idolatria por parte de seus homens, mas sim medo, não por trata-lhes mal ou ameaçar-lhes, mas sim por ser capaz de tudo por aquilo que acredita, seja sacrifícios pessoais, ou atos que põe em dúvida tudo aquilo que nos torna humanos. Durante o conflito entre estes dois líderes, conflito entre duas espécies pela hegemonia do planeta, nos é lembrado que o verdadeiro vilão da humanidade sempre será ela mesma, e que não podemos esquecer-nos do único elemento que é onipresente e sempre é decisivo durante uma guerra: a natureza.

O roteiro é o ponto mais negativo do filme, embora traga um protagonista com um forte teor dramático, possibilitando um show de atuação por parte do Andy Serkis que o faz sem mostrar o rosto, este traz soluções simples e diversas explicações ao decorrer da trama, coloca diversos elementos e personagens por conveniência e os esquece com o mesmo critério.

Sem sombra de dúvidas o que rouba a cena do começo ao fim em War for the Planet of the Apes são seus efeitos visuais, entretanto não é o único ponto individual que merece ser mencionado, se destaca no filme também sua fotografia e edição de som. Como última análise é um filme divertido, embora alguns dos seus alívios cômicos tenham sido mal colocados, de fácil compreensão, e traz um show visual incrível, sendo um excelente final para o personagem que fora construído em três capítulos.

Planeta dos Macacos – A Guerra

Título Original: War fo the Planet of Apes
Ano: 2017
Direção: Matt Reeves
Duração: 140 min.
Nacionalidade: EUA
Gênero: Ação, Ficção Científica
Elenco: Andy Serkis, Wooldy Harrelson, Steve Zahn

Gabriel Lucas

Gabriel Lucas

Excêntrico estudante do Ensino Médio, um fã devoto de Game Of Thrones e Breaking Bad, que prefere abertamente a DC, um completo fanático por Watchmen e O Senhor dos Anéis, e admirador dos trabalhos de Woody Allen, Alejandro González Iñárritu e Stanley Kubrick.
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Excêntrico estudante do Ensino Médio, um fã devoto de Game Of Thrones e Breaking Bad, que prefere abertamente a DC, um completo fanático por Watchmen e O Senhor dos Anéis, e admirador dos trabalhos de Woody Allen, Alejandro González Iñárritu e Stanley Kubrick.