Logan

Super-Herói no cinema é um gênero ou apenas um elemento narrativo?

Logan, última aventura de Hugh Jackman na pele de Wolverine, apresenta uma face ainda não apresentada dos super-heróis: a aposentadoria do uniforme.

Logan não é só mais um filme com a presença do herói canadense, ele também marca uma virada na visão preconceituosa no uso dos elementos presentes nas HQs. O filme não apresenta mais a proposta do herói bonzinho, pronto para salvar o mundo, ou pelo menos derrotar o vilão da vez. Ele vai muito mais além.

Um homem amargurado e frustrado, que de tão derrotado físico e mentalmente, sequer é assombrado por seus fantasmas do passado. Circunstancias provenientes de uma vida longeva (Wolverine tem quase 150 anos no ano em que o filme se passa), seu destino é esperar até seu fator de cura resolver finalmente deixar a morte lhe atingir.

Logan também carrega em suas costas, além de seus problemas pessoais, o fardo que é cuidar de seu eterno mentor, Charles Xavier, o Professor X, que apesar de mais jovem, perto de seus 90 anos, não detém o fato de cura de seu antigo aluno e ainda amigo. Essa amizade e suas consequências é o que ainda mantém Logan vivo, pois Charles se tornou um perigo para a humanidade, devido à uma doença cerebral degenerativa, que tem a capacidade de extrair todo o fatal poder do mutante telepata.

A história tem seu ponto de virada quando Logan é apresentado à X-23, um clone proveniente de experimentos científicos com seu DNA, que recentemente escapou do laboratório onde foi criada e busca no mutante um significado para sua vida. Wolverine então vê-se diante da dúvida em ajudar ou n]ao a garota.

Com violência liberada, Logan é com certeza o filme mais violentos já criados para o mundo dos heróis, mas a violência não é o foco do filme, que privilegia muito mais a dinâmica e a convivência entre os três personagens principais. Tornando o filme em um grande drama com pequenas, mas importantes, cenas de ação.

A ideia de explorar a parte dramática do herói desiludido já vinha sendo discutida há anos, mas até então não tinha sido permitida pela Warner, detentora da franquia nos cinemas, mas com o sucesso de Deadpool e a aposentadoria de Hugh Jackman do personagem, foi dado carta branca ao direto James Mangold, que já trabalhou na franquia no filme anterior.

Toda a composição de Logan é acertada, desde os elementos provenientes dos quadrinhos, até os elementos já consolidados no cinema, apesar do filme não se limitar à cronologia já estabelecida. O uso de poucos mutantes também é um acerto, pois o foco em Wolverine e sua parceira mirim ajuda na dramaticidade necessária para o filme.

Logan é com certeza um marco na história dos super-heróis no cinema, tão qual foi o mesmo personagem dentro do primeiro filme dos X-Men em 2000, responsável por dar o pontapé inicial para esse segmento bilionário atual. Com certeza esse filme entrou para a história e será lembrado por todo fã que acompanhou a saga de Hugh Jackman e suas garras de adamantium pelas telonas.

Logan

Título Original: Logan
Ano: 2016
Direção: James Mangold
Duração: 137 min.
Nacionalidade: EUA
Gênero: Ação, Ficção Científica, Aventura
Elenco: Hugh Jackman, Patrick Steward, Dafne Keen

Gounford

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Amante do cinema, viciado em games, entusiasta de séries e escravo dos quadrinhos e livros... Ou seja, procura-se emprego para sustentar tudo isso!
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