Lobão “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”

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O polêmico músico rebelde dos anos 80, com duras críticas à cultura nacional.

Em seu segundo livro o Manifesto do Nada na Terra do Nunca, Lobão, ataca compulsivamente aquilo que é pregado no ensino médio como o maior evento de arte do nosso país, a Semana da Arte Moderna de 1922. Mas ele não o faz de qualquer forma, e sim com propósito de mostrar o que aquela tal Semana de Arte Moderna nos deixou como herança.

Neste livro, o autor convida o leitor a pensar sobre o momento em que vivemos na nossa pátria amada, questionando os conceitos que estão arraigados na história brasileira. Momentos cômicos são narrados por Lobão por ele vivido, como por exemplo, as suas aventuras como repórter na selva amazônica. No final há uma carta aberta para Oswald de Andrade, onde Lobão analisa o texto de Oswald A Utopia Antropofágica, na verdade ele trata essa carta como se fosse uma conversa de bar, tomando aquela boa gelada sem compromisso como bons dois amigos.

No entanto, mesmo sendo um bom livro, não devemos usá-lo com um manual e nos fechar aos conceitos que o autor tenta nos passar, mas sim, é um instrumento, um empurrão, que nos faz querer correr em busca de mais materiais que foquem estes momentos, para daí tirarmos as nossas conclusões sobre a nossa atual situação de Brasil.

“Questionarei por que intelectuais, artistas, escritores, cineastas, de uma forma ou de outra, vêm seguindo todos esses fundamentos esquisitíssimos e, aparentemente, imutáveis. Por que nossa sociedade engoliu e continua engolindo essa história toda? (Lobão)”.

Lobão – Manifesto do nada na terra do nunca

Título Original: Lobão – Manifesto do nada na terra do nunca
Ano: 2013
Páginas: 248
Editora: Nova Fronteira
Nacionalidade: Brasil
Gênero: Ensaio

Clovis

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Apaixonado por livros, séries e de uma boa história seja ela em quadrinhos ou em games, e ouvinte de um bom rock.
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