Deadpool

Ryan Reynolds prometeu, Ryan Reynolds cumpriu!

28 de julho de 2014, um curta-metragem de uma cena de ação com o personagem Deadpool é “vazado” na internet, logo o vídeo torna-se um viral e toma repercussão na internet de uma forma devastadora, fazendo com que os fãs exijam um filme derivado deste curta-metragem.

Ainda discute-se se o vazamento deste curta foi realmente um acidente, ou algo planejado no intuito de convencer a FOX a investir em um filme com para adultos do mais esdrúxulo personagem Marvel. Mas a verdade é que atrás da máscara do herói estava nada mais, nada menos que Ryan Reynolds, ator conhecido por seus “grandes” papeis em comédias românticas e por dois grandes fracassos no cinema de super-heróis: Deadpool em Wolverine: Origens e Hal Jordan em Lanterna Verde.

Acontece que a FOX é uma empresa e ela precisa de grana, então com o alvoroço dos fãs ela decidiu fazer o filme e manter o ator no papel do anti-herói. Essa decisão não foi bem aceita pelos fãs, que injustamente (ou não) culpavam-no pelos fracassos anteriores. Mas não teve jeito, o ator continuou e talvez essa decisão tenha sido o grande acerto deste filme, isso junto ao diretor Tim Miller, que dirigiu seu primeiro filme, mas tinha o bônus de ser muito fã do personagem.

Depois de uma intensa e singular campanha de divulgação do filme, com teasers (pequeno trailer) quase diários e propagandas muito criativas o filme chegou aos cinemas com a promessa de mostrar tudo aquilo que sempre foi mostrado nas HQs do personagem, mesmo isso não sendo algo comum nos filmes do gênero. O bom disso tudo é que ele cumpriu essa promessa.

Deadpool não é um filme de super-herói, aliás, o personagem repete isso umas dez vezes durante o filme, é uma história de amor, um homem que se viu perdido e tomou decisões drásticas na vida para agradar sua amada, mas que infelizmente trouxe consequências não muito agradáveis. Pronto, esse é o plot do filme e só isso basta, pois o que os fãs querem ver não é uma trama complexa como em X-Men ou Quarteto Fantástico, eles querem muito sangue e porradaria.

E isso tem, o filme é violento, baixo e debocha de si mesmo, Ryan Reynolds encarou o personagem como ele merece ser, com muito diálogo, muitos palavrões, muita sacanagem e muita violência. O cara tem praticamente todos os diálogos do filme, suas piadas fazem referência à quase todos os elementos de sucesso da cultura pop, não deixa de cutucar estúdios, produtores, atores, franquias rivais e até a própria indústria de cinema.

O filme é espetacular, agrada qualquer fã, até os mais chatos e puristas. O filme também não se leva a sério em nenhum momento, tem como ponto forte o personagem e tudo ao seu redor, não se preocupando com a história, ou com uma possível continuação, não há pontas soltas, não há nada daquilo que vemos excessivamente em filmes de super-heróis.

Temos também a participação de dois X-Men ainda inéditos na nova cronologia da FOX (que aliás é motivo de constantes piadas no filme), Colossus (Stefan Kapičić) e Negasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand), ambos não decepcionam e estão muito bem nos filmes, principalmente o Colossus que finalmente teve uma animação digna.

O filme é isso: espetacular, nota 10, isso porque prometeu e cumpriu, não se preocupou com outras franquias e surpreendeu pelo voto de confiança que foi dado ao Ryan. Agora esperar pela continuação, que foi anunciada antes mesmo da estreia oficial do filme, pois com certeza esse filme para adultos, com baixo orçamento vai ser um dos mais lucrativos do ano.

Deadpool
Título Original: Deadpool
Ano: 2016
Direção: Tim Miller
Duração: 108 min.
Nacionalidade: EUA
Gênero: Ação | Aventura | Comédia
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Ed Skrein, T. J. Miller
Gounford

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Amante do cinema, viciado em games, entusiasta de séries e escravo dos quadrinhos e livros... Ou seja, procura-se emprego para sustentar tudo isso!
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